Sexta feira chamada santa...
O mundo chamado cristão desde as últimas horas em um completo alvoroço corre de um lado para o outro, e a conversa nos elevadores, nos pontos de ônibus e até nos setores das empresas é única: você já comprou o seu ovo de páscoa? Você viu o preço de caixa de bombom? E ainda existem aqueles (as) que comentam como será o preparo do peixe da sexta feira, afinal, é sexta feira santa, e carne nem pensar... algumas culturas aqui bem perto, no interior do nosso cosmopolita Brasil, neste dia, nem música podem ouvir. Afinal, tem que se respeitar o sacrifício do Cristo, e segundo eles, comer carne na chamada sexta santa é como estar participando do sacrifício de Jesus. Embora não existam provas do dia da crucificação e consequentemente do dia de ressureição, sabemos que esta aconteceu em um domingo e aquela na sexta. Mas tudo bem, fora escolhido um final de semana do ano para lembrar o sacrifício de Jesus, e isto é maravilhoso. A grande questão é: na sexta, chamada santa é necessária toda reverencia pelo sacrifício do Filho de Deus que morreu na cruz para tornar-se elo de ligação entre Deus e toda a humanidade caída, conforme afirma a Bíblia na carta de Paulo à Igreja em Roma no capitulo 5, e no versículo 10. Mas e na segunda-feira? O sacrifício feito já não importa. É preciso voltar à rotina: bebidas, cigarros, bagunça, fofocas, mentiras, traições, adultério..., maaasss... E Jesus?? Ahhh... No fim do ano tem Natal e aí, a gente lembra dele novamente. Ops... Ou seria o natal do papai Noel? Tudo bem, mas e a ressurreição da morte que foi reverenciada na sexta? Ressureição? É, no domingo! Ah... O dia do coelhinho dar os chocolates!...
O Senhor falou acerca desta parcela de gente que o observava de longe através das tradições, e disse: “... este povo com sua boca e seus lábios me honra, mas para longe de mim afasta o seu coração. O temor deles comigo consiste em mandamentos de homens, que foram instruídos.” (Mateus, capítulo 15, versículos 8,9).
A grande lição deixada pelo Senhor é que: ser cristão é um estilo de vida , e não um posicionamento ou uma confissão em dias específicos do ano, com a intenção de apenas evidenciar um legado de família ou alimentar um lado , tradicionalmente religioso. O Grande apóstolo Paulo entendia muito bem isso, e evidencia este entendimento ao declarar na sua missiva aos Gálatas: "Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim". (Gálatas 2.20)
Este é o grande diferencial em ter uma vida com Cristo: "já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim".